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Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta

Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta

Edifico

O imponente edifício do século XVIII foi mandado construir pelos primeiros senhores da Casa do Toural, António Pinto de Almeida Castelo-Branco e sua mulher, Bernarda Margarida Nogueira de Brito.

Já no início do século XX, o solar pertencia aos Condes de Vinhó e Almedina, António Homem de Figueiredo Abreu Castelo-Branco e sua mulher, D. Luísa Guimarães Guedes, grande impulsionadora dos estudos artísticos de Abel Manta em Lisboa.

Em 1981, o Município de Gouveia adquiriu o edifício para nele instalar a Biblioteca Municipal com uma sala fixa da Biblioteca Gulbenkian, além de um Museu Municipal, de temática geral.

Em 1983, foi o local escolhido para a realização de uma exposição retrospectiva da obra de Abel Manta, organizada pelo Município em homenagem ao pintor gouveense, falecido no ano anterior. Esta exposição iniciou o processo que viria a culminar com a constituição de um Museu Municipal dedicado à arte moderna.

 

O Museu

O Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta abre as suas portas a 17 de fevereiro de 1985.

Ocupa o primeiro andar do solar dos Condes de Vinhó, edifício que partilha com a Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira, no piso inferior, até esta se mudar, em setembro de 1995.

A partir desta altura, o pôde Museu estender-se a todo o edifício: um átrio de entrada e receção, 7 salas de exposição permanente, uma sala de exposições temporárias, uma biblioteca de artes, uma sala experimental, dois gabinetes, uma oficina, arrecadação, zonas de circulação e instalações sanitárias. Abre sobre um jardim público e situa-se perto de zonas de estacionamento, lojas e restaurantes.

A coleção do Museu foi constituída a partir de uma doação efetuada, em 1985, pelo filho de Abel Manta, arquiteto, pintor e artista gráfico João Abel Manta. Em 2001, viria a fazer uma segunda doação, com testemunhos da sua obra gráfica.

O núcleo central da coleção é composto por peças de pintura, desenho, escultura e gravura de artistas plásticos do século XX português – dos primeiros modernistas aos anos 80 -, com particular destaque para Abel Manta. Outros nomes representados são Clementina Moura e João Abel Manta, Sara Afonso, Dórdio Gomes, Mª Helena Vieira da Silva, António Duarte, Carlos Botelho, Bernardo Marques, Fred Kradolfer, Manuel Mendes, José Dias Coelho, João Hogan, Joaquim Rodrigo, Luís Dourdil, Maria Keil, Mário Dionísio, Rolando Sá Nogueira, Júlio Pomar, Júlio Resende, António Dacosta, Jorge Vieira, Querubim Lapa, Menez, Lagoa Henriques, Marcelino Vespeira, António Charrua, Lima de Freitas, Carlos Calvet, Sebastião Rodrigues, Rogério Ribeiro, Lurdes Castro, Nikias Skapinakis, Bartolomeu Cid dos Santos, Hilário e Gil Teixeira Lopes, António Costa Pinheiro, Maria Velez, René Bértholo, José de Guimarães, Manuel Baptista, Espiga Pinto, António Sena, Paula Rego, Fernando Conduto, Victor Fortes,António Palolo, Zulmiro de Carvalho, entre muitos outros.

Além da exposição permanente da sua coleção, o Museu realiza exposições temporárias, maioritariamente de artes plásticas e fotografia, oferece atividades educativas, como visitas guiadas e temáticas, oficinas experimentais, ateliers de férias e itinerâncias escolares, numa procura constante da participação de uma grande diversidade de públicos. Desde 2007, têm vindo a juntar-se à coleção as pinturas distinguidas com o Prémio Abel Manta de Pintura, bienal que tem vindo a constituir-se como uma referência nacional.

 

 

Prémio Abel Manta de Pintura

10 ANOS DE PRÉMIO, 7 EDIÇÕES, 616 OBRAS E 391 CONCORRENTES, 55 PINTURAS E 43 ARTISTAS SELECIONADOS, 17 PINTURAS E 14 ARTISTAS PREMIADOS.

O Prémio Abel Manta de Pintura foi lançado em 2007, ano do 25.º aniversário da morte daquele ilustre artista gouveense.

Com esta iniciativa, o Município de Gouveia pretendeu homenagear a memória do Pintor, aliando o seu nome a um certame que apoiasse a produção e divulgação de artistas plásticos que desenvolvessem o seu trabalho no campo da pintura.

Inicialmente realizado com uma periodicidade anual, o Prémio passou a bienal após a edição de 2009.

Desde 2007 teve, como Presidente de Júri de Seleção, a arquiteta Isabel Manta, neta de Abel Manta e, também ela, artista plástica.

As pinturas premiadas vieram enriquecer a importante coleção de arte contemporânea do Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta.