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Teatro Cine de Gouveia

Características

O Teatro Cine de Gouveia localiza-se no centro da cidade, com fácil acesso pedonal para os habitantes da sede do concelho e com uma boa rede de acessos para quem se desloca para o mesmo.

Sala: O Grande Auditório do Teatro Cine possui um total de 344 lugares divididos por plateia e camarote, sendo que 4 lugares da plateia são destinados a pessoas com deficiência motora.

Dimensões do palco: O palco possui 12 m de largura, 10 m de fundo e de altura 11 (6 m+ 5m de teia).

Régie /cabina: É constituída por duas áreas, uma de projeção de Cinema com Projector Digital 3D e automatismo de luz do Grande Auditório.

Camarins: O Teatro possui 6 camarins, 4 junto ao palco com acesso a 2 WC e outros 2 camarins no sub – palco, também com acesso a casa de banho.

Espaço de ensaio próprio: O espaço de ensaio é um espaço adaptado, constituído por duas áreas contiguas, uma quadrada e outra rectangular sem mobiliário, com iluminação de tecto e com sistema de som e imagem.

Equipamentos técnicos: Possui sistema de som permanente e equipamento de luz e som.

Horário

Terça a sexta – 9h – 12,30h / 14h – 17,30h

Sábado – 20h – 23,30h

Domingo – 14h – 17,30h / 20h – 23,30h

História

O Teatro Cine de Gouveia foi inaugurado em 13 de novembro de 1942 com a estreia da peça “o Caso do Dia” da Companhia Teatral “COMPANHIA AMÉLIA REY COLAÇO ROBLES MONTEIRO”, do consagrado dramaturgo Ramada Curto.

A estreia de cinema foi com o filme intitulava-se “Páginas Imortais”.

O edifício do Teatro Cine, gémeo do Cine-arte (Lisboa), tinha uma grande imponência para a época. Possuía um grande palco, uma cabine cinematográfica com equipamento muito moderno, lugar para orquestra e 9 camarins. Os seus corredores eram muito amplos. Cada seção de bilhetes tinha o seu lugar de espera em separado. A plateia possuída 428 lugares distribuídos pela geral, balcões e camarotes. As cadeiras forradas a cor-de-rosa, a pintura interior em rosa vermelho e as passadeiras em vermelho rubro davam um aspeto muito elegante ao salão.

Foi considerado uma das melhores casas do país. Aos seus espetáculos compareciam, assiduamente, pessoas de toda a região beirã.

Na década de 90, foi intervencionado com profundas obras de remodelação, tendo sido reinaugurado em dezembro de 1998.

Desde a sua reinauguração muitos foram os grupos e artistas que têm passo pelo Auditório do Teatro Cine, nomeadamente a Ana Moura, Maria João e Mário Laginha, Mafalda Veiga, Isaura e Francis Dale, Emmy Curl, Gisela João, Carminho, Miguel Araújo, Camané, Gomo, Luísa Sobral, Rita Guerra, Cuca Roseta, Miguel Gameiro, Rodrigo Leão, Teresa Salgueiro, Capitão Fausto, Linda Martini, Dani Black, Mariana Aydar, Mariano Deida, Aysedeniz Gokcin, Fábia Redordão, Claire Martin & Joe Stilgoe, entre outros nomes consagrados da música nacional e internacional.

Nele acontece desde 2003, um Festival único no país, de frequência anual e inteiramente dedicado ao Rock progressivo. Considerado um dos mais importantes do mundo dentro do género, o Gouveia Art Rock terá este ano a sua décima quinta edição e, perante o sucesso, a aposta no Festival tem vindo a afirmar o Teatro Cine e Gouveia como a cidade da música progressiva.

Este festival baseia-se no género musical conhecido como rock progressivo (também abreviado para prog rock ou simplesmente prog), um estilo de música rock com influências da música clássica e do jazz, que surgiu no fim da década de 1960 em Inglaterra, e que se tornou muito popular na década seguinte, contando ainda hoje com muitos adeptos.

O Gouveia Art Rock acontece sempre, durante um fim-de-semana no Teatro Cine de Gouveia, seguindo desde o seu início uma estrutura de Festival que permite aos espectadores assistir a momentos distintos, não se circunscrevendo ao local dos concertos, estendendo-se gratuitamente a toda a cidade de Gouveia.

Com a primeira edição a ocorrer no ano de 2003, o Gouveia Art Rock tem conseguido trazer até Gouveia uma panóplia respeitável de conceituadas bandas e músicos do panorama do rock progressivo das décadas de 70, 80, 90, e da atualidade, conjugando nos seus cartazes a antiguidade com a novidade. Ao longo das suas catorze edições, já passaram pelo palco do Gouveia Art Rock intérpretes como o David Myers, Focus, California Guitar Trio, Van Der Graaf Generator, Robert Fripp e Steve Hackett, AyseDeniz Gokcin, Gary Lucas & Peter Hammil, Rick Wakeman, Humble Grumble, Magma, Arti & Mestieri, Musica Nuda, The Enid, Jethro Tull, Gatto Marte, Not a Good Sign, Thierry Zaboitezeff, Three Friends, Fadomorse, Five-Storey Ensembre, Carl Palmer’s ELP Legacy, Moon Safari, Guy Pratt, Loomings, Promenade, Joe Stilgoe, Isildur`s Bane, Gryphon, Curved Air, Renaissance, Syndone, Trabalhadores do Comércio, Uxu Kalhus, entre outros.

Para 2018 estão já confirmados os Camembert, Flairck, David Cross Band e David Jackson, José Cid, Bent Knee, Magna Carta e o regresso de Steve Hackett.

A dinâmica de programação do Teatro Cine de Gouveia permitiu ainda várias co-produções com companhias e músicos nacionais envolvidos em projetos como, “Em Viagem”, com a Companhia de Teatro ACERT, “O Baile” com a coreógrafa Aldara Bizarro, Orquestra de Câmara Portuguesa, “Vis À Vis” numa produção com a Frequência Moderada e Pogo Teatro, com os intérpretes António Cabrita, Félix Lozano, Luis Elgris, Luís Guerra, Pedro Ramos, coreografados por Félix Lozano e Marta Silva, “CONIUNCTIO” do intérprete e coreografo Pedro Ramos, “Avesso” de Mariana Nabais, entre outras co-produções realizadas desde 2007.