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Motivações – Pintura e Escultura de Jos e José van den Hoogen

Jos e José são um casal neerlandês a viver em Portugal, no concelho de Gouveia, desde 2012.
As pinturas de Jos tratam da condição humana. Expressam a sua preocupação com a barbárie, a violência de que os homens são capazes, o seu impulso de destruição.
Será que esse impulso é uma característica intrínseca dos seres humanos e que ele próprio também é, ou pode ser, violento?
Um motívo recorrente na sua obra é o rato, uma metáfora para todo o mal do mundo.
Muitas pinturas contêm referências a outros artistas, contemporâneos ou históricos, como os pintores Michelangelo, Masaccio e Goya, como os poetas Lucebert e Paul
Celan, como o fotógrafo Robert Capa e como o escultor Antonin Pavel Wagner. Assim, o seu trabalho pode ser considerado um produto da história da arte.
José é escultora. Trabalha, em primeiro lugar, com diferentes tipos de pedra. Geralmente, as suas esculturas são não-figurativas. Começa por estudar a forma, a estrutura, a textura, a cor da pedra, para seguidamente mudá-la, talhando e alisando, até nascer uma forma nova, a seu gosto, e que pode ser acabada com tinta, pregos, tecido ou outros materiais.
A sua intenção nunca é (apenas) fazer algo belo, pois, como escreveu o poeta e pintor Lucebert depois da segunda guerra mundial: “beleza, beleza queimou a cara”.
Sobretudo quer criar um objecto que excita a fantasia do espectador, que suscita questões, surpresa, ou, mesmo, preocupação.

Notas biográficas

Jos van den Hoogen

Currículo Artístico

José van den Hoogen

Currículo Artístico

Jornal da Exposição

Catálogo da Exposição