Rota do Sumo do Mondego

A Pequena Rota (PR) do Sumo do Mondego é um trajeto com cerca de 10 km que percorre uma área dominada pela morfologia granítica, das quais se destacam os inúmeros exemplos de caos de blocos graníticos de várias origens geomorfológicas, que sobressaem na vegetação arbustiva, da qual as giestas (Cytisus spp.) são a principal espécie. Ao longo do percurso
podemos visitar a nascente do Rio Mondego (conhecido como o Mondeguinho), local onde, simbolicamente, nasce o maior rio exclusivamente português, que aqui inicia o seu caminho de 258km em
direção à Figueira da Foz. Poucos quilómetros a jusante, encontramos o Sumo do Mondego – local peculiar onde, devido à erosão fluvial e à queda de grandes blocos graníticos, o Mondego corre de forma subterrânea, “sumindo” da superfície. Para apreciar esta curiosidade da natureza, é preciso fazer um ligeiro desvio e regressar ao trajeto, assinalando-se o local com um painel interpretativo. A par desta realidade geológica, as folgadas vistas que se atingem desde o alto do Taloeiro, com destaque para o enigmático Coruto de Alfátima, e a diversidade de paisagens proporcionadas pelo trajeto convidam à contemplação demorada, tanto dos complexos graníticos do planalto do Mondego, onde, na suas margens, nasceram os “Casais de Folgosinho”, assim como na soberba vista sobre a Beira Alta. Ao longo do percurso, é ainda possível observar uma quantidade significativa de avifauna, que, dependendo da época do ano, nos oferece maravilhosos encontros com aves migratórias e outras de permanência no território. Este percurso pedestre intersecta a Grande Rota das Aldeias Históricas – GR 22, nomeadamente o troço que faz a ligação entre a as Aldeias Históricas de Linhares da Beira e Piódão, revelando-se como uma magnifica forma de conhecer um icónico recanto da Serra da Estrela.
The Short Route (PR) of the Sumo do Mondego is a trail of approximately 10 km that runs through an area dominated by granite morphology, featuring numerous examples of granite block chaos formed by various geomorphological processes. These striking formations emerge from the shrub vegetation, where brooms (Cytisus spp.) are the dominant species. Along the route, visitors can stop at the source of the Mondego River (known as the Mondeguinho), the symbolic birthplace of the longest river entirely within Portuguese territory. From here, the river begins its 258 km journey toward Figueira da Foz. A few kilometers downstream lies the Sumo do Mondego – a peculiar site where, due to fluvial erosion and the collapse of large granite blocks, the Mondego flows underground, seemingly “vanishing” (“sumir”) from the surface. To witness this natural curiosity, a short detour is required, after which the trail resumes; the location is marked nwith an interpretive panel. In addition to this geological phenomenon, the trail offers expansive views from the Taloeiro summit, including a striking panorama of the enigmatic Coruto de Alfátima. The diverse landscapes throughout the route invite prolonged contemplation – from the granite plateaus of the Mondego, where the Casais de Folgosinho originated along its banks, to the superb views over Beira Alta. Throughout the hike, a significant variety of birdlife can also be observed. Depending on the season, visitors may enjoy remarkable encounters with both migratory and resident bird species. This walking trail intersects the Grande Rota das Aldeias Históricas – GR 22, specifically the section connecting the Historical Villages of Linhares da Beira and Piódão, making it a wonderful way to discover an iconic corner of the Serra da Estrela.


