
Em 2020, Mínima Luz trouxe os Três Tristes Tigres de volta de um silêncio que, para muitos dos juízes da indústria pop, parecia tê-los condenado à história dos anos 90. Não seria de todo uma completa injustiça, pois essa década jamais seria escrita sem referirmos e elogiarmos expansivamente Partes Insensíveis (1993), Guia Espiritual (1996) ou Comum (1998). Eis então chegados a 2025, a Arca, o quinto álbum de originais, e uma esperançosa sugestão que talvez os Tigres tenham encontrado aquilo que tanto desejávamos: uma presença regular das suas canções ao redor das nossas vidas. E se os recebemos de braços abertos, também os Três Tristes Tigres abrem o seu coração, prometendo, segundo as suas intenções, “cartas de amor ao mundo”, através da poesia de Regina Guimarães e da música de Ana Deus e Alexandre Soares — três que desde sempre nos deixam felizes quando se reencontram.
Ficha Artística
Voz, vídeo Ana Deus
Guitarras, sintetizadores Alexandre Soares Teclados, sintetizadores: Miguel Ferreira
Baixo Rui Martelo
Bateria Fred Pinto Ferreira
Harpa Eleanor Picas
Técnico de som Álvaro Ramos
Duração 70 minutos