
Em Díptico, dois universos coreográficos distintos dialogam em torno da expressividade do corpo contemporâneo.
Em Blushing, o alemão Marco Goecke mergulha nas emoções mais íntimas: a vergonha/timidez, o impulso contido. A sua linguagem física — marcada por movimentos rápidos, nervosos e intensos — traduz o conflito entre vulnerabilidade e força, entre o desejo de se esconder e o de se revelar.
Em Valse, o espanhol Marcos Morau revisita o imaginário da valsa, símbolo de elegância e tradição, para a desconstruir num turbilhão visual e poético. A dança surge como uma pintura em movimento, onde gestos precisos, imagens fragmentadas e ritmos assimétricos criam uma experiência hipnótica entre o sonho e a memória.
Juntas, as duas criações formam um díptico sobre o corpo e as suas contradições: delicado e intenso, contido e explosivo, racional e emotivo. Um encontro entre dois mestres da dança contemporânea europeia que nos convidam a sentir o corpo como território de metamorfose e emoção.
Ficha artística;
Direção Artística: Ricardo Runa
Programa: BLUSHING
Coreografia: Marco Goecke.
Remontagem: Giovanni di Palma
Interpretação: Artistas da Kayzer Ballet
Figurinos/Desenho Luz: Marco Goecke.
Música: Tom Waits e Garbage.
Estreia: 2003 para o Stuttgart Ballet.
Prémios: Ganhou o prémio Prix Dom Pérignon (Hamburgo, 2003).
Duração: 25 min aprox.
Intervalo: 15 min
VALSE
Coreografia: Marcos Morau.
Remontagem: Julia Cambra
Interpretação: Artistas da Kayzer Ballet
Cenografia/Desenho Luz: Marcos Morau / La Veronal
Figurinos: Jon López & Marcos Morau / Produção Figurinos Kayzer Ballet – Miguel Gigante
Música
Valse Triste, Op. 44 — Jean Sibelius
Suspirium — Thom Yorke.
Pneuma — Caterina Barbieri.
Duração: 35 min aprox.
Coprodução: Teatro Municipal da Covilhã, Teatro Municipal de Bragança, Teatro Cine Gouveia, Cine Teatro Avenida.
Duração do espetáculo: 70 min aprox. Com intervalo incluído.
Classificação etária: M/6 anos