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Não há duvida que fazer queijo, à margem da contribuição técnica e cientifica, tem muito de arte, onde à semelhança do artista, o queijeiro transmite à sua obra o espirito de criação que a distingue entre aquilo que reflete uma vida interior e o que é carecido de expressão. Atribui-se aos romanos a implementação efetiva do fabrico de queijo em Portugal. Com a decadência do Império Romano, seguiram-se invasões de povos diversos: Alanos, Vândalos, Suevos, Visigodos e por, último, os Muçulmanos. Todos estes povos, com diferentes hábitos e culturas, deixaram vestígios nas populações locais. Estas absorveram os “novos” costumes de vida, adaptando-os às condições naturais que tinham à disposição. Os Montes Hermínios (Serra da Estrela) constituíram o reduto nacional que melhor pôde opor-se às sucessivas invasões, constituindo a pastorícia o principal modus vivendi dos seus habitantes. O fabrico do queijo representou ali uma importante fonte alimentar e, mercê das condições naturais do meio, os produtos fabricados adquiriram determinadas características, ainda hoje muito apreciadas. A actividade agrícola constituiu, desde tempos imemoriais, uma importante riqueza dos concelhos que constituem a região da Serra da Estrela, onde a criação de gado ovino assume lugar de destaque no sector.
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